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Injeção e combustível

Sensor de temperatura do motor: sintomas de defeito

O sensor de temperatura informa à injeção e ao painel se o motor está frio ou quente. Quando falha, o carro gasta mais, pega mal e pode até superaquecer sem aviso.

CP Por Equipe Ceciliana Parts 4 min de leitura Atualizado em
Marcador de temperatura do motor no painel

Pequeno e barato, o sensor de temperatura do motor tem um papel enorme: ele diz ao módulo de injeção se o motor está frio ou quente, e muitas vezes é ele que comanda a ventoinha e o ponteiro do painel. Quando falha, os sintomas vão de partida difícil e consumo alto até superaquecimento sem aviso.

Como o sensor de temperatura funciona

O sensor fica em contato com o líquido de arrefecimento, geralmente perto da válvula termostática ou no cabeçote. Na maioria dos carros, ele é um termistor: uma resistência que muda de valor conforme a temperatura. Em geral, quanto mais quente o líquido, menor a resistência. O módulo lê essa variação e converte em temperatura.

Com essa informação, a injeção decide:

  • Quanto combustível a mais injetar com o motor frio;
  • Qual a rotação de marcha lenta durante o aquecimento;
  • O ponto de ignição;
  • Quando acionar a ventoinha do radiador, em muitos modelos;
  • O que mostrar no ponteiro ou indicador de temperatura do painel.

Sintomas de sensor de temperatura com defeito

Ponteiro do painel maluco ou parado

O ponteiro sobe e desce sem lógica, fica sempre no mínimo ou vai direto ao máximo com o motor ainda frio.

Ventoinha que não liga ou não desliga

Se o sensor informa temperatura baixa, a ventoinha não entra e o motor pode esquentar no trânsito. Se informa temperatura alta, a ventoinha pode ficar ligada o tempo todo.

Consumo alto e fumaça escura

Um sensor que "acha" que o motor está sempre frio faz a injeção enriquecer a mistura o tempo todo. O consumo sobe e pode haver cheiro de combustível no escapamento.

Partida difícil

Com leitura errada, a mistura de partida fica inadequada: o motor quente pode encharcar, e o motor frio pode não receber combustível suficiente.

Marcha lenta irregular

A rotação fica alta demais depois que o motor já esquentou, ou baixa demais na partida a frio.

Luz da injeção acesa

Sinal fora da faixa ou incoerente com o tempo de funcionamento do motor costuma gerar código de falha.

Por que o sensor falha

  • Desgaste natural do elemento interno com anos de ciclos de aquecimento;
  • Conector oxidado ou fios ressecados pelo calor do motor;
  • Líquido de arrefecimento vencido ou só com água, que favorece corrosão e depósitos na ponta do sensor;
  • Nível baixo de líquido: o sensor fica exposto a vapor e mede errado.

Como é feito o teste

  1. Leitura com scanner: com o motor frio, parado há horas, a temperatura indicada deve ser próxima da temperatura ambiente; depois, deve subir de forma gradual até a temperatura de trabalho;
  2. Medição da resistência do sensor com multímetro em diferentes temperaturas, comparando com a tabela do fabricante;
  3. Verificação do chicote: alimentação, aterramento e estado do conector;
  4. Conferência do nível e estado do líquido de arrefecimento e da válvula termostática.

Atenção: um termostato travado aberto faz o motor demorar a esquentar e pode parecer defeito no sensor. Por isso, o diagnóstico precisa olhar o sistema todo.

Também é comum o defeito estar no conector, e não no sensor. Com o calor do cofre do motor, o plástico resseca, as travas quebram e os terminais oxidam. O resultado é um sinal intermitente, que faz o ponteiro oscilar ou a ventoinha ligar sem motivo. Antes de trocar o sensor, vale conferir se o conector está firme, limpo e sem fios partidos. Se for preciso trocar o sensor, a troca deve ser feita com o motor frio e com reposição do líquido que eventualmente vazar.

Referência rápida

Leitura do sensorEfeito no carro
Sempre "frio"Consumo alto, fumaça escura, ventoinha não liga
Sempre "quente"Partida a frio difícil, ventoinha sempre ligada
OscilandoPonteiro instável, marcha lenta irregular
Sem sinalLuz da injeção, ventoinha ligada direto (modo de proteção)

Cuidados

  • Use o aditivo indicado pelo fabricante, na proporção certa, e troque no prazo do manual;
  • Verifique o nível do reservatório com o motor frio. Nunca abra a tampa com o motor quente: o líquido está sob pressão e pode causar queimaduras graves;
  • Se o ponteiro subir acima do normal, pare em local seguro e desligue o motor. Veja o que fazer com o motor esquentando.

Peça certa para o seu motor

Existem muitos modelos de sensor de temperatura com rosca e conector parecidos, mas curvas de resistência diferentes. Um sensor errado faz a injeção trabalhar fora do ponto. O mais seguro é usar o sensor original especificado para o seu motor; um original semi-novo testado e com nota fiscal é uma alternativa econômica que mantém a mesma calibração.

Foto de capa: Santeri Viinamäki, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Perguntas frequentes

Sensor de temperatura com defeito pode fazer o motor ferver?

Pode. Em muitos carros, o módulo usa a informação desse sensor para ligar a ventoinha. Se o sensor informa temperatura menor que a real, a ventoinha pode não ligar e o motor superaquecer, às vezes sem o ponteiro do painel subir.

Quanto tempo dura o sensor de temperatura?

Não há um intervalo de troca definido. É uma peça que costuma durar muitos anos, mas pode falhar por idade, calor, aditivo vencido ou mau contato no conector.

O sensor do painel é o mesmo da injeção?

Depende do carro. Alguns usam um único sensor para a injeção e o painel; outros têm um sensor para cada função. Por isso, às vezes o ponteiro funciona normalmente e a injeção recebe informação errada, ou o contrário.

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Ceciliana Parts · Casa Branca/SP

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